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Tuberculose em Portugal: sinais de alerta e a importância de agir

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A tuberculose é uma doença infeciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis. Na maioria dos casos afeta os pulmões e a transmissão é feita a partir do ar, por exemplo, quando as pessoas tossem ou espirram. A nível mundial, estima-se que uma em cada quatro pessoas já esteve infetada com a bactéria, sendo considerada a doença infeciosa mais mortal,1 responsável por mais de 1 milhão de mortes anualmente.2

No entanto, apenas cerca de 5 a 10% das pessoas infetadas podem vir a desenvolver a doença. Os sinais e sintomas mais comuns são: tosse prolongada (com possível presença de sangue), dor no peito, cansaço, fraqueza, febre, suores noturnos e perda de peso. Muitas vezes estes sinais e sintomas são leves e duradouros, o que aumenta a probabilidade de contagiar outras pessoas, além de atrasar o diagnóstico.1

Em Portugal, segundo a Direção-Geral da Saúde, apesar de se ter vindo a verificar uma tendência decrescente nas últimas décadas de novos casos de tuberculose, ainda são identificados mais de mil casos por ano desta doença infeciosa . Em 2024, a DGS verificou que os homens foram os mais afetados (64,4%), que Lisboa e Vale do Tejo foi a região com mais casos identificados, com a população migrante a reportar quase três vezes mais casos comparativamente à população nacional.3

Desafios atuais e novas dinâmicas migratórias 

O panorama global e as novas rotas migratórias trazem desafios acrescidos à saúde pública em países de acolhimento como Portugal. O facto de a população migrante reportar quase três vezes mais casos de tuberculose do que a população nacional reflete a importância de reforçar redes inclusivas e eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento.

A prevenção da tuberculose baseia-se na identificação precoce dos sinais e sintomas, visto que um diagnóstico e início de tratamento mais rápidos aumentam a probabilidade de cura e diminuem a transmissão. Junta-se a isto o rastreio ativo nos grupos de maior risco (ex: doentes com VIH, contactos próximos de doentes, etc.) e a vacinação como estratégia preventiva, também em grupos de risco, com a vacina Bacille Calmette-Guérin (BCG), disponível para recém-nascidos e crianças pequenas,1 incluindo em Portugal.4

Além das medidas preventivas, é fundamental contar com diagnósticos céleres e precisos. Atualmente, existem no mercado soluções modernas para identificar casos de tuberculose com segurança. O teste tuberculínico (tuberculin skin test - TST) e o teste IGRA (interferon gamma release assay) são dois tipos de testes utilizados para o diagnóstico de tuberculose, sendo úteis para identificar a infeção e, consequentemente, ajudar os profissionais de saúde a definir quem poderá beneficiar de tratamento preventivo para evitar desenvolver a doença.1

Em caso de infeção, devem ser adotadas medidas de etiqueta respiratória, tais como a utilização de máscara, o resguardo ao tossir, o descarte seguro de lenços, o isolamento e assegurar que os espaços estão bem ventilados.1

O tratamento é feito com recurso a antibióticos, em pessoas infetadas com ou sem doença ativa. É fundamental cumprir rigorosamente as instruções dos profissionais de saúde e realizar a medicação diária na totalidade, ao longo de quatro a seis meses. O cumprimento completo do tratamento evita que as bactérias se tornem resistentes aos antibióticos, o que originaria tratamentos mais complexos e maior contágio.1

Transformar o diagnóstico ao serviço da saúde pública

"Na Roche, acreditamos que superar a tuberculose exige inovação com propósito e acesso equitativo ao diagnóstico. Ao capacitarmos os profissionais de saúde com ferramentas de elevada precisão e rapidez, estamos a dar um passo decisivo para interromper as cadeias de transmissão e proteger as populações mais vulneráveis." Carlos Catalão, Medical & Health Policy Director

O compromisso da Roche passa não só por responder a necessidades não respondidas relacionadas com o diagnóstico, mas também por desafiar e inovar as ferramentas atuais. Através de soluções mais rápidas, mais precisas e mais sustentáveis, a Roche procura ajudar os profissionais de saúde a tomar decisões mais seguras, transformando vidas à escala global. No caso da tuberculose, uma infeção que afeta uma em cada quatro pessoas em todo o mundo, o acesso a testes de elevada sensibilidade e especificidade faz toda a diferença. Ao simplificar e acelerar o processo de diagnóstico, capacitam-se as equipas médicas a intervir com confiança, transformando o percurso de cada doente e reduzindo o impacto da doença na comunidade. 

NP-PT-00429 - agosto 2026