Alzheimer: o diagnóstico precoce faz toda a diferença
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Mais de 55 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com demência e cerca de 70% delas com doença de Alzheimer.1-2
Estes dados evidenciam que muitos de nós teremos um familiar ou amigo que foi ou virá a ser afetado por esta doença, que pode ser devastadora.
Os sintomas de Alzheimer, que incluem perda de memória, alterações de personalidade e dificuldades de comunicação, são angustiantes e têm um impacto significativo nos afetados, nas suas famílias e na sociedade em geral.
No entanto, dados internacionais estimam que cerca de 75% das pessoas com demência em todo o mundo não são diagnosticadas.1 Até porque o caminho para o diagnóstico da doença de Alzheimer pode ser longo e complicado. É frequente os doentes enfrentarem uma espera de até dois anos.3
A verdade é que a importância do diagnóstico está a tornar-se cada vez mais clara. Com o potencial de novos tratamentos no horizonte, que possam retardar ou alterar a doença de Alzheimer, o diagnóstico precoce facilita o acesso a esses medicamentos quando são mais eficazes, nas fases iniciais da doença.
Relevante também é o contributo do diagnóstico precoce para a organização da vida das famílias afetadas. Porque permite que implementem mudanças no estilo de vida (que podem retardar a progressão da doença4) e até que adaptem ou modifiquem planos futuros e de organização das suas vidas.
É também importante notar que existem muitas razões pelas quais uma pessoa pode sentir sintomas relacionados com a memória. Os testes de diagnóstico, principalmente os novos testes realizados após uma simples colheita de sangue, também têm um papel relevante a desempenhar na exclusão da doença de Alzheimer, permitindo investigação adicional sobre outras causas possíveis.
Os métodos diagnósticos atuais para a doença de Alzheimer, usados juntamente com o exame clínico, incluem testes ao líquido cefalorraquidiano (LCR) e/ou exames como a Tomografia por Emissão de Positrões (PET) cerebral. Apesar da fiabilidade desses testes no diagnóstico de Alzheimer, o acesso a eles nem sempre é fácil.
Uma grande oportunidade reside no recurso a simples testes de sangue que podem ajudar a identificar biomarcadores. Quando usados em conjunto com os outros testes mencionados, podem ajudar a tornar o processo de diagnóstico ainda mais preciso, acessível e simplificado.
Na doença de Alzheimer, é possível detetar a presença de diversos biomarcadores sanguíneos, como, por exemplo, beta-amiloide e proteínas tau, ambos associados à patologia e indicativos da doença.
A esperança é que esses testes possam ajudar a melhorar o caminho de diagnóstico atual de Alzheimer para os doentes. Além disso, estes biomarcadores sanguíneos terão um papel imprescindível, abrindo espaço para o acesso ao planeamento e decisão da terapêutica mais ajustada dentro das futuras opções terapêuticas.
Em última análise, podem ajudar a preservar por mais tempo o que nos torna quem somos: a nossa memória e identidade.
Como nenhuma outra, a doença de Alzheimer ataca a nossa identidade e muda quem somos. Apaga o nosso passado e futuro, rouba as nossas memórias, torna impossíveis simples tarefas diárias e transforma em estranhos aqueles que amamos. A doença de Alzheimer não é uma parte normal do processo de envelhecimento. Altera profundamente quem somos.
A Roche está também fortemente empenhada em contribuir para um diagnóstico preciso e atempado, trabalhando para inovar em tecnologias de diagnóstico.
As novas ferramentas de diagnóstico, aliadas a novas terapias orientadas, poderão permitir detetar, medir e retardar a progressão desta doença.
O nosso foco está em promover a colaboração para ajudar a resolver as complexidades da doença de Alzheimer e ajudar a fornecer a todos os afetados pela doença a oportunidade de planear o seu futuro.
Referências
Alzheimer 's Disease International. World Alzheimer Report 2022 [Internet; citado em maio de 2025]. Disponível em https://www.alzint.org/resource/world-alzheimer-report-2022/
World Health Organization. Demência. [Internet; citado em maio de 2025] Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dementia
Alzheimer 's Society. Pessoas com demência enfrentam uma espera de até dois anos para o diagnóstico. [Internet; citado em junho de 2025] Disponível em: https://www.alzheimers.org.uk/news/2022-09-23/people-dementia-face-two-year-wait-diagnosis
Ornish, D., et al. Efeitos de mudanças intensivas no estilo de vida na progressão de comprometimento cognitivo leve ou demência precoce devido à doença de Alzheimer: um ensaio clínico randomizado e controlado. Alz Res Therapy 16, 122 (2024).
Setembro 2025 | M-PT-00003425