Segurança do sangue: ajudar a salvar vidas todos os dias

A cada segundo, alguém, algures, precisa de sangue. As transfusões de sangue, com sangue e com produtos sanguíneos, salvam anualmente milhões de vidas.1

As transfusões de sangue podem ser úteis em variadas circunstâncias, como, por exemplo:

  • Pessoas que sofreram ferimentos graves (tais como de um acidente de viação), ou desastres naturais;
  • Pessoas submetidas a um procedimento cirúrgico importante, ou durante a gravidez;
  • Pessoas com uma doença que provoque anemia, como a leucemia ou doença renal;
  • Pessoas que não conseguem produzir plaquetas suficientes devido a doença ou quimioterapia.

Assegurar o acesso a sangue e a produtos sanguíneos seguros é um componente crítico de um sistema de saúde eficaz. Estima-se que, anualmente, em todo o mundo, são realizadas mais de 164 milhões de dádivas de sangue e plasma.2,3,4 Antes de chegar às pessoas que deles necessitam, o sangue e os produtos de sangue são submetidos a múltiplas etapas de forma a garantir a sua segurança e qualidade.

Todos os dadores de sangue são pré-selecionados através de várias questões para avaliar determinar a saúde e os fatores de risco. Assim que um dador é autorizado para a dádiva, são recolhidos vários tubos de sangue para análise, além de uma unidade de sangue total, a fim de garantir a sua segurança e qualidade. As dádivas de sangue total são separadas em glóbulos vermelhos, plaquetas e plasma, sendo que cada um destes componentes pode ajudar as pessoas de diversas formas. Os tubos são submetidos a vários testes para estabelecer o tipo de sangue e identificar a existência, ou não, de doenças infeciosas que podem ser transmitidas por transfusão. Se o resultado de um teste for positivo, a doação é descartada e o doador é notificado. Caso os produtos sanguíneos sejam adequados para transfusão, são rotulados e armazenados de modo a estarem disponíveis para serem entregues onde e a quem são mais necessários.

Uma dádiva tem o potencial de salvar até três vidas5

Conheça a história de Emily

 
A vida de Emily foi salva após sofrer uma hemorragia pós-parto grave minutos após o nascimento da sua filha, Lucy. Após desenvolver uma patologia frequentemente fatal - chamada coagulação intravascular disseminada - Emily recebeu 32 unidades de sangue - três vezes mais a quantidade total de sangue no seu corpo - em apenas seis horas. Sem a transfusão de sangue ela não teria sobrevivido. Emily está tranquila pois sabe que o sangue que recebeu foi testado, garantindo a sua segurança. "Não tive efeitos negativos das transfusões de sangue ou da minha perda de sangue. É surpreendente."
A segurança na disponibilização de sangue e plasma é um desafio global que requer uma colaboração extensiva. Em 1998, a Organização Mundial de Saúde (OMS) introduziu medidas para garantir a segurança do sangue doado e estabeleceu uma base de dados global para responder às preocupações sobre a disponibilidade, segurança e acessibilidade do sangue para transfusão. 6  Desde então, têm existido grandes desenvolvimentos no rastreio em massa de infeções transmissíveis por transfusão, com a identificação de novos agentes infeciosos e melhorias significativas na deteção de marcadores de infeção no sangue doado. 7 À medida que a necessidade de dádivas de sangue aumenta e os agentes patogénicos evoluem e surgem novos, há uma necessidade contínua de investimento no desenvolvimento de tecnologias inovadoras que possam responder às necessidades reais dos centros de transfusão, dos laboratórios de análise de sangue e, mais importante ainda, das pessoas.

Conheça a história de Tabitha e de Ketch

 
Quando o filho de Tabitha nasceu e lhe foram identificados cinco defeitos cardíacos, esta recente mãe soube que iria ter muitas preocupações no futuro, desde múltiplas cirurgias a um possível transplante de coração. No entanto, não estava preocupada com a dádiva de sangue de Debra, sua amiga e colega de trabalho de longa data. O sangue de Debra foi usado durante as cirurgias para reparar o "coração especial" do pequeno Ketch, como refere o menino com seis anos.

Referências

  1. https://www.paho.org/en/topics/blood
  2. https://diagnostics.roche.com/us/en/products/product-category/blood-safety-solutions.html
  3. World Health Organization. Blood safety and availability. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/blood-safety-and-availability. Accessed 10Dec2021
  4. Plasma Protein Therapeutics Association from: https://www.pptaglobal.org/plasma. Accessed 10Dec2021
  5. https://www.redcrossblood.org/donate-blood/how-to-donate/how-blood-donations-help/blood-needs-blood-supply.html
  6. https://www.who.int/publications/m/item/gdbs-summary-report-1998-1999
  7. Busch MP, Bloch EM, Kleinman S. Prevention of transfusion-transmitted infections. Blood. 2019 Apr 25;133(17):1854-1864.